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Pessoas que param de usar canetas emagrecedoras ganham peso quatro vezes mais rápido, diz estudo

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Já imaginou perder peso com canetas emagrecedoras e recuperá-lo quatro vezes mais rápido ao parar o tratamento? Descubra o porquê.

Pessoas que interrompem o uso de canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Wegovy, podem recuperar os quilos perdidos até quatro vezes mais rápido do que aquelas que abandonam dietas convencionais e exercícios físicos, de acordo com uma pesquisa publicada no British Medical Journal em 2026. O estudo analisou 37 pesquisas com mais de 9 mil pacientes e indicou que usuários dessas injeções perdem uma média de um quinto do peso corporal, mas ganham em média 0,8 kg por mês após deixar o tratamento — ao passo que quem aposta só em dieta recupera peso de forma mais lenta, cerca de 0,1 kg por mês.

Usuários que suspenderam o tratamento descreveram a experiência como um “interruptor que liga e deixa o indivíduo instantaneamente faminto”. Especialistas explicam que essas injeções funcionam imitando o hormônio natural GLP-1, que regula a fome. Contudo, o uso prolongado pode fazer com que o corpo produza menos desse hormônio e fique menos sensível a ele, o que intensifica o apetite quando o medicamento é retirado.

No Reino Unido, o tratamento com as canetas emagrecedoras é recomendado para pessoas com excesso de peso associado a riscos de saúde, não para uso estético. O Serviço Nacional de Saúde (NHS) sugere que as mudanças de estilo de vida, alimentação saudável e exercícios acompanhem o tratamento. Muitos especialistas defendem que esse tipo de terapia seja mantida por toda a vida para evitar recaídas, apesar do custo elevado que no Brasil pode ultrapassar R$ 1.200 por mês.

Representantes das fabricantes, como Eli Lilly (Mounjaro) e Novo Nordisk (Wegovy), afirmam que o medicamento deve ser acompanhado pelo acompanhamento médico e mudanças de hábitos. O Wegovy, além do tratamento da obesidade, tem indicação para gordura no fígado associada a inflamação, segundo autorização da Anvisa em 2025.

Atualmente, no Brasil, esses medicamentos são prescritos por médicos no setor privado, e sua incorporação ao SUS ainda está em discussão. O estudo destaca a necessidade de se considerar a obesidade como condição crônica, que requer tratamento contínuo, semelhante ao diabetes e à hipertensão.

Conteúdo produzido baseado no conteúdo original de: [https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/01/08/pessoas-que-param-de-usar-canetas-emagrecedoras-ganham-peso-quatro-vezes-mais-rapido-do-que-as-que-fazem-dieta-diz-estudo.ghtml]

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