E se a ciência estivesse à beira de redefinir o futuro de milhões de pessoas impactadas pelo Alzheimer, trazendo uma nova e potente arma para frear o avanço da doença?
O medicamento Leqembi, desenvolvido pela Eisai e Biogen, foi aprovado no Brasil em 8 de janeiro de 2026, oferecendo uma nova perspectiva para pacientes com Alzheimer em estágios iniciais ao agir na remoção das placas beta-amiloides, principal característica da doença, com o objetivo de desacelerar o declínio cognitivo e funcional. Leqembi é uma terapia de anticorpo monoclonal que atua diretamente na remoção de depósitos de proteína beta-amiloide no cérebro. Essas placas são consideradas uma uma das causas fundamentais do Alzheimer, e sua eliminação é o mecanismo-chave para o efeito terapêutico. O tratamento é administrado por infusão intravenosa, geralmente a cada duas semanas, e é destinado a pacientes com comprometimento cognitivo leve ou demência leve devido ao Alzheimer, ou seja, nas fases iniciais da doença, quando a intervenção pode ter um impacto mais significativo.
Estudos clínicos demonstraram que Leqembi é capaz de reduzir o ritmo de progressão do declínio cognitivo em aproximadamente 27% ao longo de 18 meses, um avanço considerado modesto, mas clinicamente significativo, sendo o primeiro tratamento a mostrar tal benefício ao atacar a patologia subjacente. Contudo, é crucial entender que o medicamento não é uma cura e não reverte os danos já existentes, mas sim retarda a progressão da doença. Seus efeitos são mais pronunciados em pacientes que estão nas fases mais brandas do Alzheimer, enfatizando a importância do diagnóstico precoce para maximizar seus potenciais benefícios.
A aprovação foca estritamente em pacientes com Alzheimer em estágio inicial, onde a presença de placas amiloides é confirmada por exames específicos. É essencial uma avaliação médica rigorosa antes de iniciar o tratamento, considerando os potenciais efeitos adversos que podem acompanhar a terapia. Os principais riscos associados ao uso de Leqembi incluem anormalidades de imagem relacionadas à amiloide (ARIA), que podem se manifestar como inchaço ou pequenas hemorragias cerebrais. A monitorização contínua por ressonância magnética é necessária para identificar e gerenciar esses riscos de forma proativa. Outros efeitos colaterais comuns incluem reações relacionadas à infusão, como febre, calafrios e dores de cabeça.
A chegada de Leqembi ao Brasil representa um marco importante na luta contra o Alzheimer, uma doença que afeta milhões de brasileiros e suas famílias, trazendo enorme impacto social e econômico. Embora o medicamento não seja a cura definitiva, ele abre portas para futuras pesquisas e para uma nova era de tratamentos que visam modificar o curso da doença, não apenas gerenciar os sintomas. A expectativa é que ele ofereça mais tempo de funcionalidade e qualidade de vida para os pacientes elegíveis, permitindo que preservem suas memórias e habilidades cognitivas por um período mais longo, fortalecendo a esperança para um futuro com menos Alzheimer.
Conteúdo produzido baseado no conteúdo original de: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/01/08/leqembi-como-funciona-o-novo-medicamento-contra-o-alzheimer-aprovado-no-brasil.ghtml.

