Medicamentos – Portal do Farmacêutico https://portaldofarmaceutico.com O portal de referência da farmácia brasileira Tue, 17 Mar 2026 12:48:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://portaldofarmaceutico.com/wp-content/uploads/2025/08/cropped-pequeno2-1-32x32.png Medicamentos – Portal do Farmacêutico https://portaldofarmaceutico.com 32 32 Ministério da Saúde lança estratégia inédita para prevenir clamídia e sífilis https://portaldofarmaceutico.com/2026/03/17/ministerio-da-saude-lanca-estrategia-inedita-para-prevenir-clamidia-e-sifilis/ Tue, 17 Mar 2026 12:36:04 +0000 https://portaldofarmaceutico.com/?p=394 E se um comprimido pudesse evitar uma infecção sexualmente transmissível? Agora, no SUS, isso é possível.

O Ministério da Saúde incorporou ao SUS uma estratégia inovadora para a prevenção de clamídia e sífilis, infecções sexualmente transmissíveis bacterianas, por meio da Profilaxia Pós-Exposição com o antibiótico doxiciclina (DoxiPEP). Essa medida inédita permite o uso oral da doxiciclina 100 mg para prevenção após exposições sexuais desprotegidas, aprovando seu uso para reduzir a incidência dessas doenças no Brasil.

O tratamento inicial será disponibilizado para grupos populacionais com maior vulnerabilidade, como homens cisgênero gays, bissexuais, outros homens que fazem sexo com homens e mulheres transgênero que apresentaram episódio de IST nos últimos 12 meses. A seleção desses grupos baseou-se em evidências científicas robustas que demonstram a eficácia, a efetividade e a segurança da estratégia.

Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, enfatiza o compromisso do governo em incorporar tecnologias eficazes e seguras ao SUS, garantindo cuidado qualificado e ampliando as opções para prevenção das ISTs, especialmente a sífilis adquirida, que representa um grave problema de saúde pública.

O Ministério da Saúde também apoia estudos nacionais para ampliar o uso da estratégia a outros grupos, como mulheres cisgênero e homens transgênero, a partir da produção de mais evidências científicas. A oferta da DoxiPEP no SUS será formalizada em etapas administrativas envolvendo a União, estados e municípios, incluindo a pactuação do financiamento na Comissão Intergestores Tripartite.

Essa iniciativa representa um avanço no combate às infecções sexualmente transmissíveis no país, buscando garantir maior acesso ao tratamento e controle dessas doenças que afetam milhões de brasileiros.

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Pessoas que param de usar canetas emagrecedoras ganham peso quatro vezes mais rápido, diz estudo https://portaldofarmaceutico.com/2026/03/17/pessoas-que-param-de-usar-canetas-emagrecedoras-ganham-peso-quatro-vezes-mais-rapido-diz-estudo/ Tue, 17 Mar 2026 12:33:30 +0000 https://portaldofarmaceutico.com/?p=388 Já imaginou perder peso com canetas emagrecedoras e recuperá-lo quatro vezes mais rápido ao parar o tratamento? Descubra o porquê.

Pessoas que interrompem o uso de canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Wegovy, podem recuperar os quilos perdidos até quatro vezes mais rápido do que aquelas que abandonam dietas convencionais e exercícios físicos, de acordo com uma pesquisa publicada no British Medical Journal em 2026. O estudo analisou 37 pesquisas com mais de 9 mil pacientes e indicou que usuários dessas injeções perdem uma média de um quinto do peso corporal, mas ganham em média 0,8 kg por mês após deixar o tratamento — ao passo que quem aposta só em dieta recupera peso de forma mais lenta, cerca de 0,1 kg por mês.

Usuários que suspenderam o tratamento descreveram a experiência como um “interruptor que liga e deixa o indivíduo instantaneamente faminto”. Especialistas explicam que essas injeções funcionam imitando o hormônio natural GLP-1, que regula a fome. Contudo, o uso prolongado pode fazer com que o corpo produza menos desse hormônio e fique menos sensível a ele, o que intensifica o apetite quando o medicamento é retirado.

No Reino Unido, o tratamento com as canetas emagrecedoras é recomendado para pessoas com excesso de peso associado a riscos de saúde, não para uso estético. O Serviço Nacional de Saúde (NHS) sugere que as mudanças de estilo de vida, alimentação saudável e exercícios acompanhem o tratamento. Muitos especialistas defendem que esse tipo de terapia seja mantida por toda a vida para evitar recaídas, apesar do custo elevado que no Brasil pode ultrapassar R$ 1.200 por mês.

Representantes das fabricantes, como Eli Lilly (Mounjaro) e Novo Nordisk (Wegovy), afirmam que o medicamento deve ser acompanhado pelo acompanhamento médico e mudanças de hábitos. O Wegovy, além do tratamento da obesidade, tem indicação para gordura no fígado associada a inflamação, segundo autorização da Anvisa em 2025.

Atualmente, no Brasil, esses medicamentos são prescritos por médicos no setor privado, e sua incorporação ao SUS ainda está em discussão. O estudo destaca a necessidade de se considerar a obesidade como condição crônica, que requer tratamento contínuo, semelhante ao diabetes e à hipertensão.

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Anvisa alerta para risco de danos ao fígado por medicamentos e suplementos de cúrcuma https://portaldofarmaceutico.com/2026/03/16/anvisa-alerta-para-risco-de-danos-ao-figado-por-medicamentos-e-suplementos-de-curcuma/ Mon, 16 Mar 2026 12:44:23 +0000 https://portaldofarmaceutico.com/?p=400 Você sabia que um suplemento natural popular pode causar danos graves ao fígado?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um alerta importante sobre o risco de danos ao fígado decorrentes do uso de medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma, também conhecida como açafrão. Essa recomendação foi baseada em investigações internacionais recentes que evidenciaram casos raros, porém graves, de inflamação e intoxicação hepática associadas ao consumo desses produtos, especialmente em suas formas concentradas ou em cápsulas.

O alerta da Anvisa destaca que o risco está relacionado ao uso de formulações que aumentam a absorção da curcumina em níveis muito superiores ao consumo habitual na alimentação. Essa preocupação vem sendo compartilhada por outras agências reguladoras em países como Itália, Austrália, Canadá e França, que já proibiram alguns suplementos e exigem avisos de segurança nos rótulos para proteger os consumidores.

É importante esclarecer que o consumo da cúrcuma em sua forma comum como tempero na culinária diária permanece seguro e não faz parte do alerta. A toxicidade está ligada ao uso concentrado em medicamentos e suplementos com maior biodisponibilidade, o que pode potencializar efeitos adversos no fígado.

Os sinais que indicam possível dano hepático incluem pele ou olhos amarelados (icterícia), urina escura, cansaço excessivo, náuseas e dores abdominais. A orientação é de interromper imediatamente o uso dos produtos e buscar atendimento médico caso surjam esses sintomas.

Para prevenir esses efeitos, a Anvisa determinou a atualização das bulas dos medicamentos Motore® e Cumiah® com avisos de segurança e iniciará um processo de reavaliação quanto ao uso da cúrcuma em suplementos, exigindo advertências obrigatórias nos rótulos.

Conteúdo produzido baseado no conteúdo original de: https://site.cff.org.br/noticia/Noticias-gerais/16/03/2026/anvisa-alerta-para-risco-de-danos-ao-figado-por-medicamentos-e-suplementos-de-curcuma.

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Anvisa aprova teplizumabe, medicamento que pode retardar diabetes tipo 1 https://portaldofarmaceutico.com/2026/03/12/anvisa-aprova-teplizumabe-medicamento-que-pode-retardar-diabetes-tipo-1/ Thu, 12 Mar 2026 12:47:02 +0000 https://portaldofarmaceutico.com/?p=406 Já imaginou conseguir ganhar anos antes do diagnóstico do diabetes tipo 1? A ciência brasileira acaba de avançar nessa direção.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o teplizumabe, o primeiro medicamento capaz de retardar o aparecimento clínico do diabetes tipo 1 no Brasil. Comercializado no exterior como Tzield, o remédio atua antes do surgimento dos sintomas, podendo adiar o diagnóstico da doença por cerca de dois anos ou mais em alguns casos.

Até então, os tratamentos para diabetes tipo 1 eram iniciados somente após a manifestação física da doença, exigindo a reposição diária de insulina. O teplizumabe inaugura uma estratégia inovadora que visa intervir na progressão da doença antes de seus sintomas aparecerem, atuando principalmente modulando o linfócito T, uma célula do sistema imunológico responsável por atacar as células beta do pâncreas produtoras de insulina.

O tratamento consiste em um ciclo único de infusão intravenosa diária durante 14 dias, indicado para adultos e crianças acima de oito anos em estágio 2 da doença, quando já há autoanticorpos e alterações glicêmicas, porém sem sintomas clínicos. Estudos clínicos demonstraram que o medicamento pode estender o tempo antes do diagnóstico clínico para cerca de 48 meses, reduzindo em 59% o risco de progressão para a fase que exige insulina.

Apesar do avanço, o medicamento não é uma cura e não impede o aparecimento definitivo do diabetes tipo 1, apenas retarda a manifestação clínica. Isso ocorre porque a doença é fruto de uma complexa resposta autoimune que envolve diversas células do sistema imunológico além dos linfócitos T. Portanto, a terapia desacelera, mas não interrompe o processo imunológico que destrói o pâncreas.

Esse atraso na manifestação da doença representa um ganho importante para pacientes e suas famílias, principalmente quando diagnosticados na infância, pois oferece tempo para organização do acompanhamento médico, aprendizado sobre monitorização da glicose e adaptação da rotina para a dependência futura da insulina.

No entanto, o tratamento enfrenta desafios, como a necessidade de identificar precocemente pessoas em risco, um procedimento ainda não rotineiro em muitos sistemas de saúde, e o alto custo, que nos EUA alcança cerca de 190 mil dólares (aproximadamente R$ 1 milhão), o que levanta discussões importantes sobre o acesso e a relação custo-benefício no Brasil.

A aprovação do teplizumabe marca um novo capítulo no tratamento do diabetes tipo 1, mudando a abordagem tradicional de reposição de insulina para uma estratégia que tenta modificar o curso da doença antes de sua fase clínica, com impactos científicos, econômicos e sociais que devem ser discutidos nos próximos anos.

Conteúdo produzido baseado no conteúdo original de: https://saude.abril.com.br/coluna/futuro-do-diabete/anvisa-aprova-medicamento-que-pode-atrasar-o-diabetes-tipo-1/.

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Anvisa Recolhe Pantoprazol: Erro Troca por Remédio de Pressão https://portaldofarmaceutico.com/2026/01/08/anvisa-recolhe-pantoprazol-erro-troca-por-remedio-de-pressao/ Thu, 08 Jan 2026 21:06:38 +0000 https://portaldofarmaceutico.com/?p=374 Você já checou se o remédio que está na sua mão é realmente o que foi prescrito pelo médico?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote do medicamento Pantoprazol em todo o território nacional, após a identificação de um grave erro de embalagem onde comprimidos de um remédio para pressão arterial foram indevidamente acondicionados em caixas destinadas ao tratamento gástrico. A ação emergencial, motivada pela necessidade de salvaguardar a saúde da população, alerta consumidores e profissionais de saúde para o perigo de ingestão de medicação incorreta, o que pode acarretar sérias consequências para pacientes que dependem do Pantoprazol para condições como úlceras e refluxo, ou para aqueles que inadvertidamente consumiriam um anti-hipertensivo sem indicação médica, gerando riscos de hipotensão ou interações medicamentosas.

A ocorrência sublinha a importância da vigilância na cadeia de distribuição de medicamentos e a responsabilidade das farmacêuticas em garantir a integridade e a correta identificação de seus produtos. A troca de embalagens pode levar à falha terapêutica ou à manifestação de efeitos adversos graves, especialmente em populações vulneráveis como idosos e polimedicados. A Anvisa orienta veementemente que qualquer pessoa que possua lotes de Pantoprazol com suspeita de adulteração ou que já tenha identificado a troca por comprimidos de remédio para pressão não utilize o produto. Recomenda-se procurar imediatamente o local de compra para esclarecimentos e a troca do medicamento, ou descartá-lo de forma segura. Adicionalmente, a agência solicita que farmacêuticos, distribuidores e demais elos da cadeia de suprimentos verifiquem seus estoques e suspendam a comercialização de qualquer lote afetado, notificando as autoridades sanitárias. A segurança do paciente é a prioridade máxima em situações como esta, exigindo pronta resposta e colaboração de todos os envolvidos.

Conteúdo produzido baseado no conteúdo original de: Anvisa manda recolher lote de pantoprazol após embalagem ser trocada por remédio para pressão

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Leqembi no Brasil: Entenda o Novo Tratamento do Alzheimer https://portaldofarmaceutico.com/2026/01/08/leqembi-no-brasil-entenda-o-novo-tratamento-do-alzheimer/ Thu, 08 Jan 2026 21:03:18 +0000 https://portaldofarmaceutico.com/?p=368 E se a ciência estivesse à beira de redefinir o futuro de milhões de pessoas impactadas pelo Alzheimer, trazendo uma nova e potente arma para frear o avanço da doença?

O medicamento Leqembi, desenvolvido pela Eisai e Biogen, foi aprovado no Brasil em 8 de janeiro de 2026, oferecendo uma nova perspectiva para pacientes com Alzheimer em estágios iniciais ao agir na remoção das placas beta-amiloides, principal característica da doença, com o objetivo de desacelerar o declínio cognitivo e funcional. Leqembi é uma terapia de anticorpo monoclonal que atua diretamente na remoção de depósitos de proteína beta-amiloide no cérebro. Essas placas são consideradas uma uma das causas fundamentais do Alzheimer, e sua eliminação é o mecanismo-chave para o efeito terapêutico. O tratamento é administrado por infusão intravenosa, geralmente a cada duas semanas, e é destinado a pacientes com comprometimento cognitivo leve ou demência leve devido ao Alzheimer, ou seja, nas fases iniciais da doença, quando a intervenção pode ter um impacto mais significativo.

Estudos clínicos demonstraram que Leqembi é capaz de reduzir o ritmo de progressão do declínio cognitivo em aproximadamente 27% ao longo de 18 meses, um avanço considerado modesto, mas clinicamente significativo, sendo o primeiro tratamento a mostrar tal benefício ao atacar a patologia subjacente. Contudo, é crucial entender que o medicamento não é uma cura e não reverte os danos já existentes, mas sim retarda a progressão da doença. Seus efeitos são mais pronunciados em pacientes que estão nas fases mais brandas do Alzheimer, enfatizando a importância do diagnóstico precoce para maximizar seus potenciais benefícios.

A aprovação foca estritamente em pacientes com Alzheimer em estágio inicial, onde a presença de placas amiloides é confirmada por exames específicos. É essencial uma avaliação médica rigorosa antes de iniciar o tratamento, considerando os potenciais efeitos adversos que podem acompanhar a terapia. Os principais riscos associados ao uso de Leqembi incluem anormalidades de imagem relacionadas à amiloide (ARIA), que podem se manifestar como inchaço ou pequenas hemorragias cerebrais. A monitorização contínua por ressonância magnética é necessária para identificar e gerenciar esses riscos de forma proativa. Outros efeitos colaterais comuns incluem reações relacionadas à infusão, como febre, calafrios e dores de cabeça.

A chegada de Leqembi ao Brasil representa um marco importante na luta contra o Alzheimer, uma doença que afeta milhões de brasileiros e suas famílias, trazendo enorme impacto social e econômico. Embora o medicamento não seja a cura definitiva, ele abre portas para futuras pesquisas e para uma nova era de tratamentos que visam modificar o curso da doença, não apenas gerenciar os sintomas. A expectativa é que ele ofereça mais tempo de funcionalidade e qualidade de vida para os pacientes elegíveis, permitindo que preservem suas memórias e habilidades cognitivas por um período mais longo, fortalecendo a esperança para um futuro com menos Alzheimer.

Conteúdo produzido baseado no conteúdo original de: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/01/08/leqembi-como-funciona-o-novo-medicamento-contra-o-alzheimer-aprovado-no-brasil.ghtml.

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Pílula inovadora promete queima de gordura em repouso e preservação muscular, destaca estudo https://portaldofarmaceutico.com/2026/01/04/pilula-inovadora-promete-queima-de-gordura-em-repouso-e-preservacao-muscular-destaca-estudo/ https://portaldofarmaceutico.com/2026/01/04/pilula-inovadora-promete-queima-de-gordura-em-repouso-e-preservacao-muscular-destaca-estudo/#respond Sun, 04 Jan 2026 13:40:10 +0000 https://portaldofarmaceutico.com/?p=280 A ciência da saúde está sempre em busca de soluções mais eficazes e com menos efeitos colaterais. Um estudo publicado na renomada revista científica Cell apresenta os resultados animadores de um novo composto em pílula, desenhado para atuar de maneira inovadora no metabolismo.

A Ciência por Trás da Inovação

Diferentemente de tratamentos convencionais que podem ativar amplamente o sistema adrenérgico — associado à resposta de “luta ou fuga” —, essa substância foi desenvolvida para “ligar” um caminho de sinalização celular metabolicamente específico. Isso significa uma ação mais focada e, consequentemente, com menor probabilidade de efeitos indesejados.

O Diferencial Desta Nova Pílula

O medicamento em desenvolvimento oferece vantagens significativas:

  • Aumenta a absorção de glicose pelos músculos, independentemente da insulina.
  • Promove um maior gasto energético e contribui para a redução da gordura corporal.
  • Evita a estimulação excessiva do coração, prevenindo taquicardia e possíveis danos cardíacos.
  • Ajuda a manter a massa muscular, um benefício crucial em estratégias de emagrecimento.

Como o Medicamento Atua no Organismo

A chave para a ação seletiva do novo composto reside em sua interação com o receptor beta-2 adrenérgico, presente em células musculares e outros tecidos. Enquanto drogas mais antigas ativam rotas que aceleram o metabolismo e sobrecarregam o coração, essa nova pílula foi projetada para ativar uma via alternativa, mediada pela proteína GRK2. Essa rota específica impulsiona os músculos a captar glicose e elevar o gasto de energia, mesmo em períodos de inatividade, sem desencadear os sinais associados aos efeitos cardiovasculares negativos. Tal estratégia é conhecida como agonismo enviesado, garantindo que apenas os caminhos celulares desejados sejam ativados.

Resultados Promissores em Estudos Prévios

Em Animais

Em testes realizados com camundongos e ratos que apresentavam obesidade e diabetes, o composto experimental demonstrou resultados encorajadores:

  • Melhora da tolerância à glicose.
  • Redução da gordura corporal.
  • Aumento do gasto energético em repouso.
  • Ausência de aumento do tamanho do coração ou lesões cardíacas, mesmo após meses de uso.

Além disso, em modelos onde medicamentos à base de GLP-1 frequentemente causam perda muscular, a nova substância foi eficaz em prevenir a atrofia, inclusive quando utilizada em combinação com esses fármacos.

Testes Iniciais em Humanos

O medicamento já passou por um ensaio clínico de fase 1, focado na segurança, envolvendo voluntários saudáveis e pacientes com diabetes tipo 2. Os achados iniciais foram positivos:

  • A pílula foi bem absorvida por via oral.
  • Não foram observadas alterações significativas na pressão arterial ou no ritmo cardíaco.
  • Os efeitos colaterais foram leves e de curta duração.
  • Não houve indícios de toxicidade cardíaca.

Esses dados abrem caminho para estudos de fase 2, que avaliarão a eficácia do composto no controle da glicose e na redução de peso em pacientes.

Superando Limitações das Terapias Atuais

Atualmente, tratamentos importantes para obesidade e diabetes, como os agonistas de GLP-1, são eficazes, mas podem resultar na perda de massa magra e requerem aplicação injetável. Por outro lado, medicamentos que ativam o sistema adrenérgico geral tendem a provocar efeitos cardiovasculares consideráveis. A nova abordagem visa superar essas duas limitações, oferecendo uma terapia oral com potente ação metabólica e um perfil de segurança mais favorável. Caso os próximos estudos confirmem sua eficácia, esta estratégia poderá inaugurar uma nova geração de medicamentos metabólicos, inclusive para uso combinado com terapias existentes.

Próximos Capítulos da Pesquisa

A jornada do novo medicamento segue para fases cruciais:

  • Testes de eficácia em humanos: Estudos de fase 2 avaliarão se o medicamento realmente melhora o controle da glicose e favorece a redução de gordura em pessoas com obesidade e diabetes tipo 2.
  • Avaliação do impacto no peso e na composição corporal: As próximas pesquisas medirão não só a perda de peso total, mas também a proporção de gordura eliminada e a preservação da massa muscular.
  • Estudos de uso prolongado: O acompanhamento dos voluntários por períodos mais longos é essencial para observar benefícios duradouros e possíveis efeitos tardios.
  • Combinação com outras terapias: Haverá testes para verificar se o medicamento pode potencializar resultados e reduzir a perda de músculo quando associado a drogas já usadas contra a obesidade, como os agonistas de GLP-1.
  • Confirmação de segurança cardiovascular: Apesar dos dados iniciais positivos, estudos maiores serão necessários para confirmar a ausência de efeitos relevantes sobre o coração.

Fonte: G1

https://g1.globo.com/saude/

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